Na falta de melhor...

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se não os consegues vencer...

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...ri-te deles.
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relatei aqui dois episódios; um ao qual assisti, uma bem disposta negociação de dois valores numa avaliação à qual o professor acabou por ceder, e outro relatado por fonte segura, de uma visão de "estudo/teste/etc" bastante peculiar. não só não consegui o meu objectivo, parodiar o ridículo das duas situações, como ainda acabei mal visto.
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peço desculpa pelos mal-entendidos.
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não estou morto e sou religioso...

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após algum tempo afastado desta brilhante plataforma (algumas pessoas afirmam teram passado séculos) venho brindar os milhões de leitores do blog com um pequeno post...é muito rápido e é um tema sui generis...

exacto..é sobre história.

então acaba história da arquitectura portuguesa e não se faz um post sobre isso? depois de tantas medidas, alçados, pesquisas sobre terras que parecem animais extintos, de duartes de armas, de duartes em geral e de tantas curvas de níveis desenhadas e pintadas eu acho que é, no mínimo, desenvolve-se dentro de nós um sentimento libertador.

este sentimento rejubila ainda mais se adicionarmos o facto que podemos mandar a um lugar bem feio os mestres da batalha ou então enfiar-lhes uma mainelada no clerestório, porque no fundo, tanto rendilhadozinho...bem..voçês chegam lá.

quando saí do teste e gritei a alto e bom som..ACABOU-SE!, causando uma gargalhada na sala (segundo fontes seguras) seguida de alguns insultos, comecei a cantar para mim esta canção que quero partilhar com voçês:



sim..é verdade. história acabou. ide em paz e que o joão de castilho vos acompanhe.

A Escola do Porto (respeito!)

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gatinho.

1 !
existem dois tipos de pessoas neste mundo. os que vão para o google procurar o seu próprio nome e os outros.
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interessante é também verificar um novo fenómeno: os que surgem no google quando não os procuramos.
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pois bem, esta é a história de romero (nome fictício), um aluno que só queria estar bem longe da nossa mui nobre instituição.
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romero era um rapaz saudável que apenas queria estudar em guimarães. num momento a sua vida mudou e, graças a um infortúnio matemático, por apenas umas décimas aterrou no porto. desiludido disse ao mundo que não queria ali estar: não era seu lugar. 4 anos passaram; foi crescendo, fez-se homem, e é actualmente um ícone sexual, desejado por muitas, tocado por poucas, que passeia o seu charme pela grandiosa faup, impregnando os corredores de hormonas saltitantes, raqueteando bolas contra o capotto e projectando com mestria.
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sugiro que "googlem" a palavra faup e percebam que ele é mais que alguns de nós, mera plebe.
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Viva o "afaga o cabelinho sharing"

4 !


Congratulações prezados alunos do 4º ano que sobreviveram a mais um teste de teoria 3, essa bela coisa. Nós por cá, gostamos muito da época de testes porque representa diversão. Felizmente os testes estão espaçados entre si e em semanas sem aulas. É uma alegria. Mas não é este festival que me faz “postar” hoje. Esta vaga de testes trouxe e está a trazer mais um surto do já nosso conhecido “afaga o cabelinho sharing” e ainda alguns casos do "esconde o apontamentosinho hiding". Desta vez o fenómeno atingiu o estado de calamidade. Nas vésperas do teste de estruturas, o nosso amigo orangino foi consultado via telefone por várias entidades que com certeza já não lhe falavam há mais de 6 meses. O moço nem conseguiu estudar em pleno tal era a carga de solicitações pessoais e via telemóvel do tipo “desculpa incomodar, he he, lol, era só pra perguntar…” ou “olha, olá, hi hi, tudo bom? numa flexão composta o esforço bla bla bla…?” O rapaz lá teve os seus cinco minutos de fama, foi de facto glorioso.
As más línguas dizem que o súbito e fugaz interesse na pessoa por parte de tão remotas amizades se deve ao seu estatutário 20 no primeiro exame, mas que diabo, estas mesmas ainda nutrem um ambiente de convívio quotidiano onde há relações entre os colegas com cumprimentos, conversas, etc…, não vejo de onde virá tanta malícia. Bom, vamos ao que interessa, o “amigos” resolveu facilitar a vida à malta, o teste de história está aí à porta e o nosso cordeirinho dos Arcos vai estar solto na floresta… Por isso, caros lobinhos, aqui vai o contacto da próxima vítima:

00351 93 8627428

Incluo o indicativo nacional para o caso de quererem tirar uma dúvida de última hora estando no estrangeiro. Devo contudo advertir-vos para o seguinte, segundo desabafos do próprio "senhor 18", ele não se encontra tão bem preparado para este segundo teste como estava para o primeiro, julgo que deverão ter isso em conta.

Sem mais sarcasmices, bom “estudo” para história…

Os 3 mistérios da Faup

2 !
Muito brevemente os 3 maiores enigmas de toda a história faupesca irão ser revelados.

-Quem é o responsável pela selecção das senhoras da limpeza?

-Que ligação misteriosa existe entre o Sr. Guedes, a Amelie Poulain do bar e o espaço por debaixo das escadas no corredor?

-O que é que se esconde no cacifo 103?

To be revealed soon...

"ai sim? não me digas..."

19 !
(Estava eu a tentar perceber o motivo por trás de uma reunião na qual se discutiriam soluções para o "apertado" calendário que nos espera, quando dei por mim a ter uma discussão singular.
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pessoa: "os critérios de avaliação não estão correctos. temos trabalho a mais e como tal devemos cancelar alguns testes! eu mereço ser devidamente avaliada..."
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eu: "ai sim? não me digas... e a urbanística? estás a ser bem avaliada?"
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pessoa: "não!"
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eu: "então vamos reivindicar um exame?"
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pessoa: "és doido?"
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portanto... os critérios de avaliação não estão correctos. )

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PESSOAL DO QUARTO ANO: se tivessem trabalhado menos para a ***** da inútil disciplina de história e fossem adiantando as outras cadeiras teriam tido tempo para perceber que valiam o mesmo (estruturas e teoria) e que este ano é tão mau como os outros: normalíssimo! ninguém está nesta faculdade obrigado. podiam também ter percebido que o vosso futuro não é ser assistente da cadeira, porque só há um lugar e já foi ocupado, e podiam, já agora, parar de se queixar porque já irrita tanta lamúria.
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"ai que não durmo... ai que não como... ai que não tenho tempo para nada..."
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testes com consulta? testes em que sabem as perguntas antes do teste? testes sobre o trabalho prático feito nessa mesma semana? disciplinas feitas com trabalhos de outras cadeiras e de outros alunos de outros anos?
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isto é palhaçada atrás de palhaçada... em que outra faculdade do planeta isto existe?
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estou farto de tanto queixume.
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quem trepa no coqueiro é o rei

7 !
O meu novo browser - Google Chrome - tem-me deixado bastante satisfeita. Apesar das (poucas) desvantagens face ao Firefox, é muito mais vantajoso em termos de utilização de memória, e assim consigo ter o Archicad, o Paint Shop Pro, o Word e o Powerpoint ligados ao mesmo tempo que navego por aí. O que, desde já, implica duas coisas.


1.

Muitos programas diferentes = trabalho. Grande parte do quarto ano tem protestado devido ao excesso de trabalho. Ora eu não fui à reunião de discussão deste mesmo assunto na sexta-feira passada (aproveitei o tempo para trabalhar), mas sou a primeira a concordar que há trabalho a mais. Qual é o estudante que gosta de ver no calendário um magote de testes, exames e entregas?

A concentração é tal que este magote se asssemelha a um grande borratão de tinta no meu calendário.

Afinal, não é como se o pessoal de outras faculdades tivesse exames e trabalhos para entregar, nem como se trabalhasse tanto como nós. Aliás, estou neste momento a olhar para o calendário de exames de um aluno da faculdade de engenharia da universidade do porto, que por sinal não fez mais do que uns testezitos ao longo do semestre e alguns trabalhos míseros. O calendário da primeira chamada desse mesmo aluno é o que se segue:

Análise Matemática 2: 16-06-2009
Planeamento do Território: 17-06-2009
Estatística: 23-06-2009
Resistência dos Materiais 2: 29-06-2009
Teoria das Estruturas 2: 02-07-2009
(Nota: a duração da maior parte dos exames é de três horas, e a segunda chamada dos mesmos começa a 13 de Julho.)

Quero com isto dizer que é suposto os conhecimentos dos alunos serem testados, em toda e qualquer parte. A carga de trabalho neste caso também não é pêra doce: uma pilha de calhamaços a meu ver intragáveis e milhentos exercícios para fazer, porque estes exames são sem consulta, sem perguntas dadas previamente e quase sem copianços. E este aluno, tal como outros amigos meus das faculdades de economia, de medicina, de letras e de desporto, diz-me que seria impensável os alunos tentarem boicotar um exame sem uma razão muito grave por trás.

O que se anda então a passar pelas nossas bandas? Não há datas completamente fixas para nenhum dos nossos trabalhos e testes. A maior parte dos alunos não sabe nem tenta descobrir qual a cotação atribuida aos mesmos na nota final durante grande parte do ano. A maior parte dos professores claramente não sabe o que os outros estão a fazer até aparecerem uns grandes cartazes afixados nas portas. Não existe uma época definida de aulas e outra de exames/entregas. As presenças nas aulas são largamente subvalorizadas, tanto por alunos como por professores. As entregas pesam no bolso dos alunos e há quem tenha de fazer um esforço para segurar a mesada. No ano passado, o terceiro ano passou meses sem substituição de CAD, para no fim se desenrascarem com um trabalhito que justificassem uma nota. A secretaria passou grande parte do início do ano sem saber a quantas andava, chegando ao ponto de recusar a admissão de alunos no seu recinto, e conheço quem tenha perdido alguns subsídios e bolsas à conta disto (ainda hoje, quando falo disto, há quem não acredite). O plano curricular tem falhas enormes - como é que uma cadeira como Antropologia do Espaço transita do primeiro ano para opção do quinto ano? Se se trata de uma disciplina que requer o entendimento mais amadurecido do quinto ano, e pode nem sequer interessar à maior parte, então o que é que ela estava a fazer no primeiro ano, que é um dos mais essenciais para a nossa formação? E como é que espetam algo como Sistemas Estruturais no quarto ano, quando a maior parte do alunos não tem física (físico-química) desde o 9º ano do básico e matemática desde o 12º ano do secundário (e alguns nem isso)? Sobretudo quando é evidente que um professor não pode (não é humanamente possível) ensinar-nos as bases juntamente com o resto da matéria num ano. Já para não falar de Erasmus, que foi o que se viu, com quezílias a rebentarem por todos os lados.

Chegámos ao ponto em que se vivem situações deste género: estão os alunos numa segunda feira de manhã a faltar às teóricas (urbanística tinha quatro alunos) e a trabalhar nas salas de projecto para a entrega de construção, porque são as salas do nosso ano (as outras estarão ocupadas com alunos de outros anos), e porque é um trabalho de grupo (é mais simples reunir o grupo na faculdade). E no meio do frenesim todo, aparecem os professores de projecto. Havia aulas de projecto, obviamente - quando se está a trabalhar afincadamente, perde-se um bocado a noção do tempo, - mas houve muito quem fosse apanhado de surpresa. Claro que não devíamos estar a trabalhar para contrução nas aulas de projecto. Claro que devíamos ter feito o trabalho com mais antecedência. Mas mesmo os alunos mais certinhos ainda não descobriram como ter um trabalho anual montado com grande antecedência. Até se pode ter o trabalho todo pronto antes, mas a montagem é aquela coisa que demora sempre mais do que estamos à espera - sobretudo se na semana anterior tiver havido entregas de mais dois trabalhos anuais.
Estamos portanto num impasse. E nisto um dos professores de projecto entra numa das salas, pergunta-nos se o trabalho é para outra cadeira, e diz-nos "Vocês já estão a abusar", antes de sair porta fora.

Na minha opinião (outras pessoas poderão ter teorias mais sólidas), temos perante nós uma situação de grande desorganização, desassossego e stress acumulado. De todas as partes envolvidas. O que conduz a medidas de desespero, tais como abaixos-assinados para anular dois dos testes devido a problemas que até deviam existir em primeiro lugar, só que com uma pele diferente: não deviam ser problemas. O que se pode fazer quanto a isto? A velha ladainha, muito acertada, de responsabilidade, trabalho e cumprimento do dever. O que se vai fazer quanto a isto? Não sei. Sou um excelente espécime da casa - relato os problemas, mas acho que a solução é difícil, pois não podemos mudar completamente quem somos. Mas estou aberta a sugestões.

E sim, participei no abaixo-assinado pela simples razão de que me dava jeito. Se vou faltar caso haja testes é que já não sei - a minha consciência moral já está suficientemente zangada comigo. Pergunto-me se outros sentirão o mesmo.


2.

Num tom mais leve, a questão de poder passar mais tempo com o browser aberto leva-me a deixar aqui os links para uns blogs que tenho andado a explorar e que, até agora, me parecem ser de muita boa qualidade. O primeiro é A Barriga do Arquitecto, made in Portugal, e talvez já o conheçam. Depois, temos o A Daily Dose of Architecture, uma construção fenomenal com actualizações quase diárias e de interesse, bem como links para tudo o que possam imaginar na nossa área. E finalmente, o World Architects, uma bilbioteca de aquitectos em construção que abriu recentemente uma página para os arquitectos portugueses (para a qual o link vos redireccionará). Espera-se um rápido crescimento deste último site.
(Edição posterior: acrescento à lista o blog Where. Depois digam-me o que acham.)



Chovam as críticas. Construtivas, por favor.